O brilho falso, a chance ilusória,
Plataformas de apostas, doce história
Que se transforma em amarga prisão,
Tanto para o viciado, quanto o são.
Para quem já carrega a sombra escura,
Do vício que consome e tortura,
A aposta é chama, incendeia a alma,
Afogando a esperança numa calma
Aparentemente doce, mas fatal,
Num ciclo vicioso, sempre igual.
Mas, engana-se quem pensa estar seguro,
Livre das garras deste futuro escuro.
O clique fácil, a promessa atraente,
Seduzem, sorrateiras, a mente.
A primeira aposta, um simples jogo,
Pode abrir a porta a um fogo novo.
A euforia da vitória, passageira,
Esconde a armadilha, traiçoeira.
De repente, o controle se esvai,
E a dívida cresce, não diz \"tchai\".
Famílias desfeitas, sonhos no chão,
A aposta online, cruel canção.
Cuidado, amigo, fique bem atento,
Com o jogo fácil e seu lamento.
A vida é mais que números e azar,
Não troque a sua paz por um lugar
Nessa roda-viva de perdição,
Busque a alegria em outra direção.
Um clique, uma promessa, um mundo a girar,
Plataformas de apostas, tentando te enganar.
Cassino virtual, luzes a piscar,
Tentações modernas, prontas pra te afogar.
Para o viciado, armadilha cruel,
Um poço sem fundo, descendo ao léu.
Cada aposta perdida, rasga mais um véu,
Deixando a esperança, pendurada no céu.
Mas quem se aventura, sem a dor da adição,
Perceba o perigo, a sutil ilusão.
A chance é miragem, efêmera canção,
Que canta vitória, em falsa exaltação.
Fortunas efêmeras, castelos de areia,
Construídos na tela, sem solidez, sem teia.
Cuidado com o jogo, com a mórbida ideia,
De que a sorte te espera, em cada nova teia.
Preste atenção, amigo, não se deixe levar,
Pela doce miragem, que pode te afogar.
A vida é mais bela, que um vício a tragar,
E a paz interior, não se pode apostar.
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